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sexta-feira, 29 de maio de 2009

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Obra da PETROBRÁS é "interditada" e continua provocando DANOS ao MEIO AMBIENTE

No dia 22 de Maio de 2009, uma operação conjunto entre a Secretaria de Meio Ambiente de Magé, Secretaria de Fazenda acompanhado do Conselho de Meio Ambiente, interditaram o canteiro de obras da PETROBRAS S.A, no Projeto GLP da Baía de Guanabara, que é executada pelas empresas GDK S.A e OCEÂNICA ENGENHARIA.

Ocorre que mesmo com a interdição e lacragens dos portões, ainda assim verificamos várias atividades sendo executadas dentro e fora do canteiro, o que nos espanta é que algumas destas atividades estão causando sérios DANOS AMBIENTAIS, e em área de manguezais, por sua vez trazendo vários prejuízos a PESCA na região, pois não se pode pescar com redes em cima de lama, nem com a água do mar suja.


Verificamos também durante essas atividades grandes e decorrentes MORTANDADES DE PEIXES, além disso se verioficam um MAL CHEIRO muito grande de gás, afugentando as poucas pessoas que frequentam a praia.

Nos ajude!!!
Grupo Homens do Mar da Baía de Guanabara

"Defendendo o Meio Ambiente e aqueles que sempre viveram em harminia com ele, o "pescador artesanal".

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sábado, 16 de maio de 2009

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Violência policial aumenta e pescadores de Magé são detidos

Nessa quinta pela manhã, 16 de maio, o Grupo Aéreo Marítimo e o Batalhão local realizaram uma ação policial completamente arbitrária e violenta contra os Pescadores, organizados no Grupo Homens do Mar, que há 36 dias mobilizam uma manifestação pacífica contra a construção do gasoduto, Projeto do Pólo Petroquímico da Petrobrás. Os moradores da região acusam o empreendimento de inviabilizar totalmente a pesca naquela região, além dos diversos impactos ambientais.


O GAM afirmava que estava cumprindo uma decisão judicial, porém não havia presença do oficial de justiça, que é o responsável por cumprir decisões judiciais e caso seja necessário é solicitado pelo poder judiciário apoio policial. Tal ação caracteriza uma arbitrariedade, como foi confirmado pela Juíza da Vara Cível de Magé, Dra. Suzana Vogas Tavares Cypriano. A própria juíza só soube da ação policial à tarde e, de imediato, enviou dois oficiais de justiça para verificarem o que houve, conforme falou à advogada dos pescadores.


Mas as arbitrariedades não pararam aí. Durante a ação policial um pescador foi preso enquanto levava um telefone para o policial para que falasse com o assessor do Sindipetro-RJ que queria pedir calma e informar que a assessoria jurídica estava a caminho.


No momento dessa prisão outro pescador teve princípio de enfarte, foi socorrido pelos próprios pescadores que o levaram para margem e solicitaram socorro do GAM, que se negou. Após 30 minutos depois de muita pressão dos pescadores um carro do canteiro de obras levou o pescador até o Pronto Socorro. Além de não socorrer, o GAM prendeu a pescadora e o pescador que haviam feito o socorro e estavam na areia. Os dois pescadores e a pescadora ficaram presos no camburão por várias horas dentro do canteiro de obras da Empreiteira GDK responsável pelo gasoduto. Após a chegada da advogada, foram levados para delegacia. A defensora ainda foi impedida pelos seguranças da empresa de falar com os policiais e com os pescadores presos.


Em seguida ameaçaram de prisão todos os outros que estavam na mobilização e apreenderam quatro embarcações e redes. Os pescadores preocupados em perder seus meios de sobrevivência foram pedir que liberassem as embarcações e redes, nesse momento um helicóptero do GAM jogou bombas de efeito moral sobre eles.


Os pescadores presos só saíram da 66º Delegacia à noite e as embarcações encontram-se apreendidas na Capitania dos Portos. Essas denúncias já foram feitas a Sub-Procuradoria do MPE e a Comissão de Direitos Humanos da ALERJ.


Violências anteriores


Essa não é a primeira ação arbitrária do GAM. Os pescadores denunciam que é pelo menos a sexta vez. Porém, essa foi a com maior truculência. Além da ação da polícia, os pescadores estão recebendo ameaças por telefone. E no dia 1º de Maio, Alexandre Anderson, liderança do Grupo Homens do Mar, sofreu um atentado, em que foram disparados quatro tiros na sua direção por duas pessoas que se encontravam próximas ao canteiro de obras da GDK.


Fonte: Comissão de Direitos Humanos da ALERJ

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terça-feira, 12 de maio de 2009

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Em Magé - RJ, boicote de pescadores à Petrobrás completa 30 dias

Brasil de Fato


12/05/2009


11/05/2009 17:06


Pescadores afirmam ser ameaçados de morte com regularidade.


Pelo menos de quatro pescadores relataram casos de disparos de armas de fogo vindos de dentro dos canteiros das obras

Leandro Uchoas, Rio de Janeiro

Na praia de Mauá, em Magé, 43 pescadores mantém há um mês bloqueios à circulação marítima do projeto gás liquefeito de petróleo (GLP) da Petrobrás, administrado por um consórcio entre a GDK e a Oceânica. Com redes e barcos simples, impedem passagens em regiões estratégicas do mar, impossibilitando o acesso de mergulhadores e o resgate de tubulações importantes para o andamento da obra.

Segundo levantamento da Associação Homens do Mar da Baía da Guanabara, o projeto reduziu a pesca em até 70% do volume original. A instituição também descobriu irregularidades ambientais no projeto. "A obra não tem anuência do município, licença de canteiro, nem as autorizações ambientais devidas", afirma Alexandre Anderson, líder dos manifestantes.


Em protesto desde 9 de abril, os pescadores afirmam ser ameaçados de morte com regularidade. Pelo menos quatro pescadores relataram casos de disparos de armas de fogo vindos de dentro dos canteiros das obras. Vítima de uma dessas tentativas de homicídio, Alexandre dorme em distintos lugares todas as noites, e sua esposa já estaria sendo ameaçada. "Desde o atentado eu ainda não fui à minha casa. Pedi ao meu filho para não vir me ver. Nossa vida está um inferno, mas não vou largar a luta, e não vai ser um disparo que vai me parar", conta.


As empresas do consórcio também reagem com boicote. O pescador Ivan Nunes já estava ingressando no projeto, para trabalhar como ajudante, quando foi avisado de que não seria mais contratado, devido à ação. "No dia em que eu iria pegar a carteira e o uniforme, eles disseram que eu estava dispensado. E que enquanto houvesse movimento, eu não trabalharia lá", conta.


A GDK chegou a demitir trabalhadores por serem parentes de manifestantes. Sérgio Cordeiro Júnior, que estava trabalhando há mais de um mês como lixador na empresa, foi demitido por ser filho da cozinheira da Associação. "Alegaram que minha mãe estava no movimento. Todo mundo que tinha alguma coisa a ver foi mandado embora. Foi uma semana inteira ameaçando, e depois me demitiram", relata.


Também acusam e empresa de cortar suas redes de pesca e roubá-las. Márcio Amaro conta que sua rede foi roubada, rasgada, e "colocada dentro do canteiro, para mostrar. Depois a rede sumiu". As denúncias também dão conta de desrespeito ao patrimônio histórico local - a obra fica na região de uma das primeiras ferrovias do país.


Todos os dias, das 7 às 18 horas, os 43 manifestantes ficam juntos no local, em protesto. No período restante, revezam-se. "Nós estamos nos patrulhando uns aos outros. Quando sai um, sai dois do lado. É por isso que o nosso grupo ainda está trinta dias aí", diz Alexandre.


Segundo os manifestantes, as empresas evitam negociar, e não apresentam alternativas reais. Alexandre diz que "a única alternativa que eles deram foi o monitoramento da pesca, que nunca existiu. Só está no papel". Os pescadores reivindicam que a própria Petrobrás apresente alternativas para o impasse. Já se programa uma grande manifestação na região, com a participação de movimentos sociais e sindicatos. Também se pretende realizar uma audiência na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).


Fonte: Rede 3SETOR em nome do Fórum Carajás (forumcarajas@forumcarajas.org.br)

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