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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

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Abifibro apóia decisão de Minc contra o uso de amianto

3/2/2009

Roberta Provatti

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou hoje, no Fórum Social Mundial em Belém, PA, a assinatura da portaria nº 43/09, que proíbe o uso de qualquer tipo de asbesto/amianto pelo Ministério e por seus órgãos vinculados: Instituto Brasileiro de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Entre as doenças relacionadas ao asbesto/amianto estão a asbestose (doença crônica pulmonar de origem ocupacional) e cânceres do trato respiratório e gastrointestinal.

A Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Produtos de Fibrocimento (Abifibro), que tem trabalhado pelo banimento do amianto no Brasil, apóia a decisão do ministro. A entidade tem divulgado o posicionamento de órgãos, como a Organização Mundial da Saúde, que reconhece o amianto (ou asbesto), também do tipo crisotila (amianto branco), assim como todas as demais espécies deste mineral, como altamente perigoso.

Também a Organização Internacional do Trabalho (OIT), assim como o Programa Internacional de Segurança Química (IPCS) da OMS, recomendam a substituição do amianto, inclusive o crisotila, por materiais alternativos.

A própria Lei Federal brasileira 9.055/95, assinada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, deixa claro o caráter nocivo à saúde, do amianto do tipo crisotila. E não é só. A Resolução 348, de 16 de agosto de 2004, do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), classifica os resíduos da construção civil contendo amianto crisotila na categoria de “Produtos Perigosos à Saúde” (chamada classe D) e exige sua colocação em aterro industrial apropriado para o lixo perigoso.

O argumento dos defensores ao uso controlado do amianto, que diz que o tipo crisotila – aquele ainda usado no Brasil - não oferece riscos à saúde, é fortemente contestado. Atualmente, 48 países proíbem a extração, produção, comercialização e utilização de todos os tipos de amianto.

O Brasil ainda não figura neste cenário, mas conta com tecnologia e insumos adequados para a substituição, como as fibras de PVA – poli álcool vinílico, e o PP – polipropileno, este último produzido e disponível no Brasil. Usadas na fabricação dos produtos de fibrocimento, possuem padrão mundial de qualidade similar aos fabricados com amianto.

Em 2003, a Abifibro solicitou ao Ministério da Saúde análises das alternativas PVA e PP para aplicação em telhas, caixas d’água e outros. A conclusão dos estudos divulgada no ofício nº 1145/GM, do Ministério da Saúde, de 23/12/04, diz que as fibras de PVA e PP são caracterizadas como não respiráveis e seguras à saúde.

O Brasil assinou acordo na Convenção OIT 162 e, também, na Lei n. 9055/95 de substituir o amianto, inclusive o crisotila, por outros materiais ou tecnologias não nocivos à saúde humana, mas ainda não tomou esta iniciativa, apesar de já contar com sucedâneos.

O esforço da Abifibro na luta pelo banimento do amianto é apoiado por entidades ligadas a este debate, parlamentares, ambientalistas, especialistas em saúde do Brasil e do mundo, além dos órgãos já citados acima. A entidade defende o uso dos produtos de fibrocimento no Brasil e em outros países, fabricados com tecnologia e insumos ambientalmente responsáveis e reconhecidamente seguros, com relação à saúde, tanto no processo de produção, como na utilização pelos consumidores.

Fonte: Portal do Meio Ambiente

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

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Cortes no Orçamento ameaçam projetos ambientais de 2009

Ministério do Meio Ambiente deve perder R$ 400 milhões

28.01.2009 | CANAL RURAL

2009-01-28_89bf0f1e91d0150fdc147081fc9eb302_gg Luciane Kohlmann | Brasília (DF) | reportagem@canalrural.com.br

Os cortes previstos no Orçamento da União ameaçam projetos ambientais em 2009. Só no Ministério do Meio Ambiente, serão R$ 400 milhões a menos em áreas como de licenciamento ambiental e de combate ao desmatamento. Estes recursos são fundamentais para o Brasil cumprir a meta de reduzir em 71% a devastação da Amazônia até o ano de 2017.

O problema pode ser ainda mais grave. Isso porque o Ministério de Ciência e Tecnologia foi alvo de um corte de R$ 1,6 bilhão, o que deve impactar até nos instrumentos de combate aos crimes ambientais.

- O corte que foi feito no Orçamento do Ministério atinge todas as área, inclusive esta. Foram cortados recursos dos satélites Sibers, recursos do satélite Amazônia, cortados recursos do Fundo de Desenvolvimento Tecnológico. Então, se esse corte se concretizar, será um desastre no próximo ano - diz o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Resende.

2008 foi um ano de avanços na área ambiental

Durante um seminário em Brasília, nesta quinta, dia 18, o ministro Carlos Minc afirmou que 2008 foi um ano de avanços na área ambiental.

- Nós não tínhamos um plano de clima, agora temos. Não tínhamos meta, agora temos. Não tínhamos Fundo Amazônia, agora temos. Temos um decreto de crimes ambientais, que nos permite fazer leilão do boi pirata, da madeira pirata. Conseguimos preços mínimos para produtos extrativistas - afirmou Minc.

De acordo o Ministério do Meio Ambiente, entre os desafios de 2009 estão a construção do Arco Verde e a implementação do Plano Amazônia Sustentável (PAS). Mas a regularização deve ser a grande prioridade, pois, segundo Carlos Minc, ela é a condição necessária para que qualquer política de redução de desmatamento tenha sucesso.

CANAL RURAL

Fonte: Portal ODM

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

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Lei da Mata Atlântica será regulamentada por Lula na sexta-feira

18/11/2008

Lucia Leão

O ministro Carlos Minc anunciou hoje (18), após ser recebido em audiência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, que o decreto que regulamenta a Lei da Mata Atlântica será assinado na próxima sexta-feira (21). "A Mata Atlântica é o nosso bioma mais ameaçado, com a maior parte das espécies da fauna e da flora em risco de extinção, com as grandes indústrias, as grandes cidades, e por isso com muita guerra política e pressão sobre o meio ambiente. Já tínhamos dois anos da lei da Mata Atlântica aprovada. E sem o decreto a lei não era cumprida. Agora será", disse.

Minc informou, ainda, que o Ministério do Meio Ambiente pretende transformar o Serviço Florestal Brasileiro em autarquia. A proposta é dar mais autonomia administrativa e dotar o Serviço Florestal de estrutura para gerir as florestas públicas e aumentar a oferta de madeira certificada no país. Minc disse que recebeu o "ok" do presidente e agora encaminhará a proposta aos ministros da Casa Civil, Dilma Roussef, e do Planejamento, Paulo Bernardo.

"O Serviço Florestal Brasileiro tem uma agenda positiva. Enquanto o Ibama e a Polícia Federal vão combater o desmatamento - que felizmente está caindo na Amazônia - ele vai oferecer alternativas para melhorar a vida do povo com uma economia florestal não predatória, a exemplo do que já fazem países como a Finlândia. Através da autarquização, vamos gerar 36 mil empregos e 2,8 milhões de metros cúbicos de madeira, que é o que se estima como resultado direto das licitações das florestas públicas", informou o ministro.

Durante a audiência, Minc apresentou ao presidente Lula proposta de criação da polícia ambiental e recebeu o aval para a nova modelagem da força que deve estar estruturada ainda no primeiro semestre de 2009. Serão contratados, através de concurso, dois mil novos fiscais para o Ibama e o Instituto Chico Mendes e mais mil agentes para Polícia Federal que receberão treinamento específico para o combate aos crimes ambientais. Eles serão treinados nas áreas de inteligência e logística e preparados para operações específicas nessas áreas. A modelagem ideal a que nós chegamos foi a de distribuir essa força entre o Ibama, o ICMBio e a Polícia Federal", afirmou o ministro.

Fonte: ASCOM/MMA

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