segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

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Teoria defende que mudanças climáticas são naturais

Muitos dos que negam que a mudança climática seja causada por ações do ser humano baseiam sua argumentação na teoria do cientista sérvio Milutin Milankovic, que assegura que as variações do clima na Terra dependem das radiações solares. As descobertas de Milankovic (1879-1958), personagem de uma grande exposição aberta na última semana em Belgrado, na Sérvia, permitiram ajudar a entender um dos grandes mistérios da história terrestre: os períodos de sucessão das eras glaciais.

A teoria do cientista sérvio dá protagonismo às radiações solares e atribui a mudança do clima a uma combinação de três ciclos astronômicos, explicou à agência Efe Slavko Maksimovic, meteorologista e presidente da Associação Milutin Milankovic. Estas mudanças estão relacionadas com movimentos da Terra ao redor do Sol: a revolução do eixo de rotação do planeta, variações na inclinação de seu eixo e a oscilação da excentricidade da órbita da Terra em torno do Sol.

"Sua grandeza está no fato de que tentou encontrar o vínculo entre os três fenômenos, algo que ninguém tinha feito. Ele introduziu na pesquisa a matemática, o que foi incomparável, e no final sobrepôs os três fenômenos. O resultado ou conseqüência desses fenômenos é nosso clima", disse Maksimovic. Aplicando seus cálculos matemáticos, Milankovic chegou à conclusão de que o clima na Terra é formado por grandes ciclos que se sucedem, e que agora nos encontramos em uma época que qualifica como "interglacial".

A quantidade da radiação solar influi de forma direta no sistema climático da Terra, no avanço e na retirada das massas geleiras no planeta. Este ano acontece o 130° aniversário do nascimento de Milankovic, e com esse motivo a Academia Sérvia de Ciências e Artes preparou uma ampla exposição dedicada a sua obra.

O sérvio trabalhou em sua teoria por 30 anos, desde 1910, e publicou suas pesquisas primeiro em alemão, língua na qual estudou Engenharia Civil em Viena, no começo do século 20. Maksimovic explicou que o fator humano não pode influir no processo de mudança climática definido por Milankovic. "O homem não pode mudar a posição do Sol, nem da Terra, nem a quantidade (de energia solar) que chega ao planeta", disse.

Mas a mudança do clima pela ação humana, o uso cada vez maior de combustíveis fósseis e a poluição incontrolada "também têm sua influência, dependendo da quantidade das matérias que causam o efeito estufa", acrescentou. "Cada vez mais se usa a teoria de Milankovic também para estabelecer em que medida tudo isso pode influir, o natural e o artificial. O que é seguro é que não podemos influir nas leis naturais e suas consequências. Quanto ao artificial, o homem o causou e por conseguinte pode trocá-lo", declarou.

Por seus méritos na pesquisa sobre a Terra e a mecânica celeste, duas crateras, em Marte e na Lua, receberam o nome do cientista sérvio. Além disso, foi um dos pioneiros da "paleoclimatologia", criador do primeiro modelo numérico do clima, fundador da climatologia cósmica e cientista responsável pela primeira interpretação matemática das mudanças da localização dos pólos da Terra.

Os testes empíricos geológicos e o grande projeto científico mundial CLIMAP (Climate: Long-range Investigation, Mapping, and Prediction) responderam nos anos 70 algumas dúvidas em torno de sua teoria, que, além disso, é aplicável a outros planetas.

Agência efe

Fonte: Vermelho

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

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Pnuma: Brasil é inovador em matéria ecológica

Chefe de agência ambiental da ONU, Achim Steiner, diz que sucesso da economia do etanol e do gerenciamento de florestas demonstra criatividade do país.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, elogiou o que chamou de inovação do Brasil no setor de energia e florestas.

Numa entrevista exclusiva à Rádio ONU, em Nova York, o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, disse que o sucesso do investimento do Brasil em economia verde prova a criatividade do país em combater o aquecimento global.

Água e Energia

"O Brasil é um país muito progressivo e tem uma capacidade de inovação com a economia de etanol, mas também com as grandes barragens no sistema de água e energia. E também hoje, existem mais de 1 milhão de postos de trabalho na economia do etanol. Este é um exemplo de como um país com visão e perspectiva pode tranformar um setor", afirmou.

Steiner esteve esta semana nos Estados Unidos para participar da Feira de Empregos Verdes, em Washington.

Segundo ele, a crise econômica financeira é também uma oportunidade de gerar novos postos de trabalho ao mesmo tempo em que se combate as mudanças climáticas.

Bilhões de Dólares

"O que podemos fazer neste momento? Como a comunidade internacional, o G-20, podem contribuir? Haverá uma reunião em abril para se discutir isso. Como podem ser usados os bilhões de dólares que os governos estão disponibilizando para acelerar a recuperação da economia", afirmou.

Achim Steiner informou ainda que em meados deste mês, o Pnuma deve lançar um relatório sobre a situação do desmatamento na Floresta Amazônica e as iniciativas de proteção da área em todos os países amazônicos.

Fonte: Rádio das Nações Unidas

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

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Petrobras constitui as empresas do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - Comperj

Publicada em 5/2/2009 13:28:01

A Petrobras, em prosseguimento à implementação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - Comperj, constituiu, hoje (05/02), seis (6) sociedades anônimas, no Rio de Janeiro, subsidiárias integrais, a saber:

- Comperj Participações S.A.: Sociedade de Propósito Específico, que deterá as participações da Petrobras nas sociedades produtoras do Comperj;

- Comperj Petroquímicos Básicos S.A.: Sociedade produtora de Petroquímicos Básicos;
- Comperj PET S.A.: Sociedade produtora de PTA/PET;

- Comperj Estirênicos S.A.: Sociedade produtora de Estireno;

- Comperj MEG S.A.: Sociedade produtora de Etileno Glicol e Óxido de Eteno e

- Comperj Poliolefinas S.A.: Sociedade produtora de Poliolefinas (PP/PE).

Em um primeiro momento, a Petrobras deterá 100% do capital total e votante dessas companhias, quando será feita a implantação do modelo de integração e relacionamento das empresas do Comperj. Esse modelo busca capturar as sinergias decorrentes da localização de várias companhias em um mesmo site de produção. Os bens, obrigações e direitos relativos ao Comperj serão oportunamente transferidos pela Petrobras para essas sociedades. 

Com a constituição dessas empresas, a Petrobras inicia a fase de preparação do Projeto para a entrada de potenciais sócios.

O COMPERJ

O Comperj, maior empreendimento individual da história da Petrobras, processará 150.000 barris por dia de petróleo pesado proveniente da Bacia de Campos, resultando na produção de diversos produtos petroquímicos de segunda geração, como Polietilenos, Polipropileno, PTA, PET, Etilenoglicol e Estireno. Secundariamente, a sua Unidade de Petroquímicos Básicos produzirá coque, enxofre, nafta pesada e benzeno, dentre outros insumos petroquímicos, além de óleo diesel.

A partida do Comperj está prevista para 2012 e durante a sua construção serão gerados, no Brasil,  mais de 200 mil empregos diretos, indiretos e por efeito renda. No momento, estão em andamento as obras de terraplenagem, que deverão estar concluídas em dezembro de 2009.

A implantação do Comperj está alinhada com o objetivo estratégico da Companhia de aumentar a produção de petroquímicos básicos e de atuar em petroquímica de forma integrada com os demais negócios do Sistema Petrobras, adicionando valor ao petróleo nacional e atendendo à crescente demanda doméstica por produtos petroquímicos. O Comperj irá contribuir para a cadeia de valor da Petrobras através da:

  • Expansão do mercado doméstico de petroquímicos;
  • Utilização do petróleo da Bacia de Campos como matéria-prima;
  • Captura de sinergias de estruturas existentes na região;
  • Melhora na balança comercial na cadeia de petróleo, derivados e petroquímicos.

Fonte: AGÊNCIA PETROBRAS DE NOTÍCIAS

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

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Saiu nesta terça resultado do processo seletivo do Prominp

A Cesgranrio publicou nesta terça, dia 03/02, o resultado final do Processo Seletivo Público para cursos de níveis básico, médio, técnico e superior do 4º ciclo do Plano Nacional de Qualificação Profissional do Prominp. Além do Diário Oficial da União, a relação de aprovados está disponível nos sites da Cesgranrio (www.cesgranrio.org.br) e do Prominp (www.prominp.com.br). A lista de aprovados está separada por nome do curso, estado e cidade, seguidos do nome do candidato (em ordem alfabética), número de inscrição, nota da prova e colocação geral.

Os aprovados devem aguardar o contato da entidade de ensino responsável pela realização do seu curso, que fará convocação para a matrícula por telefone ou carta. A previsão é que os cursos sejam iniciados em março.

Os candidatos também podem verificar sua colocação, individualmente, no Portal de Qualificação do Prominp, na área restrita aos candidatos. Serão considerados aprovados os candidatos que obtiverem classificação dentro do total de vagas disponíveis na categoria/localidade requeridas na inscrição. Os candidatos que obtiveram a pontuação mínima, mas não garantiram a vaga, serão considerados “classificados”, e ficarão em uma lista de reserva aguardando alguma desistência ou eliminação de candidatos aprovados. Lembramos que a lista de reserva é válida apenas para o processo seletivo no qual o candidato se inscreveu.

Como comprovante de aprovação, vale apenas a relação publicada no Diário Oficial da União e nos sites do Prominp e da Cesgranrio, uma vez que não será enviado ao candidato qualquer documento informando a aprovação/classificação.

Os convocados devem comparecer no prazo estabelecido, com toda a documentação exigida, para fazer a matrícula. Caso contrário, perderão o direito ao ingresso nos cursos. Os cursos serão realizados no período da manhã, tarde ou noite, na localidade escolhida pelo candidato no momento de sua inscrição, sendo que não será permitida a transferência de localidade e/ou categoria profissional.

O processo de seleção é válido pelo período de seis meses, a contar da data de publicação dos resultados no Diário Oficial da União, podendo ser prorrogado a critério do Prominp. A aprovação e a classificação no processo seletivo público geram, para o candidato, apenas a expectativa de direito à participação no curso de sua opção, não havendo garantia de emprego.

Veja a lista de aprovados por cidade e por cargo.

Fonte: Agência Petrobrás de Notícias

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Abifibro apóia decisão de Minc contra o uso de amianto

3/2/2009

Roberta Provatti

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou hoje, no Fórum Social Mundial em Belém, PA, a assinatura da portaria nº 43/09, que proíbe o uso de qualquer tipo de asbesto/amianto pelo Ministério e por seus órgãos vinculados: Instituto Brasileiro de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Entre as doenças relacionadas ao asbesto/amianto estão a asbestose (doença crônica pulmonar de origem ocupacional) e cânceres do trato respiratório e gastrointestinal.

A Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Produtos de Fibrocimento (Abifibro), que tem trabalhado pelo banimento do amianto no Brasil, apóia a decisão do ministro. A entidade tem divulgado o posicionamento de órgãos, como a Organização Mundial da Saúde, que reconhece o amianto (ou asbesto), também do tipo crisotila (amianto branco), assim como todas as demais espécies deste mineral, como altamente perigoso.

Também a Organização Internacional do Trabalho (OIT), assim como o Programa Internacional de Segurança Química (IPCS) da OMS, recomendam a substituição do amianto, inclusive o crisotila, por materiais alternativos.

A própria Lei Federal brasileira 9.055/95, assinada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, deixa claro o caráter nocivo à saúde, do amianto do tipo crisotila. E não é só. A Resolução 348, de 16 de agosto de 2004, do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), classifica os resíduos da construção civil contendo amianto crisotila na categoria de “Produtos Perigosos à Saúde” (chamada classe D) e exige sua colocação em aterro industrial apropriado para o lixo perigoso.

O argumento dos defensores ao uso controlado do amianto, que diz que o tipo crisotila – aquele ainda usado no Brasil - não oferece riscos à saúde, é fortemente contestado. Atualmente, 48 países proíbem a extração, produção, comercialização e utilização de todos os tipos de amianto.

O Brasil ainda não figura neste cenário, mas conta com tecnologia e insumos adequados para a substituição, como as fibras de PVA – poli álcool vinílico, e o PP – polipropileno, este último produzido e disponível no Brasil. Usadas na fabricação dos produtos de fibrocimento, possuem padrão mundial de qualidade similar aos fabricados com amianto.

Em 2003, a Abifibro solicitou ao Ministério da Saúde análises das alternativas PVA e PP para aplicação em telhas, caixas d’água e outros. A conclusão dos estudos divulgada no ofício nº 1145/GM, do Ministério da Saúde, de 23/12/04, diz que as fibras de PVA e PP são caracterizadas como não respiráveis e seguras à saúde.

O Brasil assinou acordo na Convenção OIT 162 e, também, na Lei n. 9055/95 de substituir o amianto, inclusive o crisotila, por outros materiais ou tecnologias não nocivos à saúde humana, mas ainda não tomou esta iniciativa, apesar de já contar com sucedâneos.

O esforço da Abifibro na luta pelo banimento do amianto é apoiado por entidades ligadas a este debate, parlamentares, ambientalistas, especialistas em saúde do Brasil e do mundo, além dos órgãos já citados acima. A entidade defende o uso dos produtos de fibrocimento no Brasil e em outros países, fabricados com tecnologia e insumos ambientalmente responsáveis e reconhecidamente seguros, com relação à saúde, tanto no processo de produção, como na utilização pelos consumidores.

Fonte: Portal do Meio Ambiente

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